Desde que a sustentabilidade se tornou um assunto mundialmente discutido e valorizado pessoas e empresas voltam seus olhares para ações e atitudes que não interfiram drasticamente no meio ambiente.

Já vimos por aqui as vantagens da aplicação de um Sistema de Gestão Ambiental, no qual há um comprometimento com o meio ambiente na busca pela redução de impactos. Vimos também, como se alinhar ao ESG funciona positivamente para as empresas e o que elas ganham ao adotarem a sustentabilidade como um valor.

A grande divulgação e valorização nas mídias sociais faz com que as empresas que adotam a sustentabilidade como um pilar ganhem destaque no mercado e sejam mais valorizadas por clientes e consumidores. Elas alavancam suas vendas, expandem seu mercado, aumentam sua credibilidade com o público e ganham espaço na mídia, aparecendo mais e mais em reportagens e notícias.

E surge um problema…

Mas, com toda valorização das empresas sustentáveis, surgiu o greenwashing: uma prática ecologicamente incorreta na qual empresas usam e abusam do “marketing verde”. Nesses casos, as empresas se promovem por meio da divulgação de uma responsabilidade socioambiental, quando, na prática, não adotam políticas realmente sustentáveis.

O termo pode ser entendido como “maquiagem ou lavagem verde” e se trata de uma prática que pode ser vista em empresas públicas e privadas. Também podem existir casos de ONGs e até mesmo governos que promovem campanhas, discursos e propagandas nas quais afirmam ser sustentáveis, ecologicamente corretos e eco-friendly, mas, na realidade, não adotam as medidas necessárias para uma verdadeira sustentabilidade.

Para ser considerado greenwashing a empresa deve ter atitudes como:

Além disso, fazer uso de selos parecidos com os verdadeiros, criando uma falsa ideia de certificação ambiental, também é uma prática muito comum.

Mas afinal, é greenwashing ou não é?

Com a prática, muitas empresas atraem consumidores que não verificam a veracidade das informações. Seus convincentes discursos e frases de “100% natural”, “ecologicamente correto”, “qualidade verde” e “amigo do meio ambiente”, atraem muitas pessoas que acreditam nesse marketing mentiroso e acabam por comprar um produto ou ideia que não condiz com a realidade.

Uma das maneiras de saber se a empresa pratica ou não greenwashing, é o consumidor ter conhecimento das certificações ambientais e seus selos. Como falamos à pouco, algumas empresas dizem ter certificação em determinada área sem possuir. Para ter conhecimento da veracidade de uma certificação pode-se acessar o site da certificadora para ver se o nome da empresa consta no cadastro.

Além disso, outra prática comum é usar imagens de selos parecidos com o verdadeiro para enganar o consumidor. Por isso, no próximo post, mostraremos os selos e certificações ambientais mais usados no Brasil. Fique atento!

E como eu descubro?

É importante sempre procurar por mais informações dos produtos como sua forma de produção, os meios utilizados e não acreditar nas frases prontas usadas nas campanhas de marketing. Se um produto se diz “100% natural” pense se há realmente a possibilidade dessa informação ser verdadeira. Se o produto realmente for natural, o site da empresa produtora terá todas as informações necessárias para comprovar essa informação, caso contrário, trata-se de mais uma propaganda enganosa, por exemplo.

É claro que, com o imenso bombardeio de informações e propagandas na mídia, fica difícil acompanhar e averiguar a veracidade de tudo que consumimos e compramos. Mas, agora que conhecemos o termo, estamos cientes da possibilidade da enganação, então devemos acreditar desconfiar sempre de toda informação que nos é passada em campanhas de marketing.

Mas queremos ouvir vocês também! Nos conte se já tinha ouvido falar no termo ou sabe de alguma situação parecida. Compartilhe conosco nos comentários!